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CUERVO, O INVENTOR DA TEQUILA

Produzida somente na região montanhosa próxima a cidade de Guadalajara, a tequila é a bebida nacional do México. Inicialmente rústica, em pouco tempo transformou-se num destilado macio e sofisticado. Com o aprimoramento da qualidade e a maior divulgação como ingredientes de coquetéis, principalmente da margarita, sua venda mundial cresceu e hoje chega a quase 150 milhões de litros por ano.
A história deste destilado começou em 1758 quando o então rei da Espanha, Carlos IV, presenteou Don José Antônio de Cuervo com terras em Jalisco. Hoje funciona no local a maior e mais famosa e antiga produtora de tequila do mundo, presente em mais de 90 países. Além de um linha que abrange as quatro qualificações oficiais de qualidade – prata, ouro, reposado e añejo – a empresa também elabora tequilas Premium. As categorias se diferenciam basicamente pelo tempo de envelhecimento, que pode chegar a cinco anos.
Sua matéria prima é o bulbo central do agave azul, uma planta similar ao sisal. Com formato de abacaxi e podendo pesar até 70 quilos, a piña é colhida depois de amadurecer por 8 a 12 anos. Cortada é lentamente cozida em grandes fornos de pedra para que suas fibras amolecam. Depois são moídas e prensadas, para a extração de um sumo doce que é fermentado e duplamente destilado em alambique de cobre.
Um dos rituais da tequila é toma-la de um só gole depois de morder uma rodela de limão com sal. Sua versatilidade, porém, permite que seja misturada, utilizada em inúmeros coquetéis, ou sorvida pura em compôs de cognac. O importante não é saber qual a melhor maneira de beber tequila, e sim conhecer tudo a seu respeito para poder apreciá-la melhor.

Fonte: Ennio Federico – Revista Gula/Julho/2007


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